domingo, 10 de agosto de 2008

Texto sobre a vida, a morte, sobre ideias, etc


Desde sempre que o ser humano se questiona sobre tudo ao seu redor, sobre o que faz, coisas acima dele, cósmicas, divinas, porque é que o Sol é tão brilhante, porque é que a água é tão bela, como pode ser o fogo tão belo e perigoso ao mesmo tempo, porque existe vida, porque temos que morrer, porque temos que sofrer, será que as minhas acções são boas, será que estou no plano de Deus, será que ele realmente existe, tantas questões. Todos nós temos muitas perguntas que precisam de uma resposta, que por vezes parece impossível de obter.Por vezes perguntamo-nos como é que iremos reagir a uma determinada situação, como iremos reagir ao ver uma paisagem longe de nós, como iríamos reagir a um beijo, a um toque, a uma morte. Por natureza, o Homem é curioso, não consegue resistir, tem que saber, tem que averiguar tudo ao ínfimo pormenor, e por vezes arrepende-se de ter tido tal pensamento, de ter feito tal questão.Quando alguém que gostamos muito morre, parte para outra dimensão, para outro mundo, questionamo-nos o que fizemos para merecer tamanha tragédia, porque tinha ela que sofrer, porque tinha que morrer. Tudo o que nasce tem que morrer um dia, por muito difícil que seja aceitar esta triste verdade. Apanha-nos desprevenidos, é como se nos espetassem um punhal no coração e o fossem espetando cada vez mais fundo, abrir mais a ferida que nunca irá sarar. Podemos ter perdido a nossa pequena luz que iluminava o nosso ser, podemos nunca mais a ver, nunca mais lhe tocar, mas isso não é razão para desistir, a vida continua, por muito miserável e insuportável que pareça. O que nos ajuda é saber que ela está bem, que já não sofre, que um dia nos voltaremos a ver, que nos voltaremos a abraçar, a beijar, a amar. Tudo acontece por uma razão, depois de uma tragédia, pode vir uma lufada de sorte, de vida, de felicidade. Por muito injusta, má, triste, miserável, que a nossa estadia neste mundo pareça, a vida é assim.Todos temos dias maus, dias bons, tristezas, felicidades, todos somos seres humanos embora haja uns imbecis, idiotas que acham que são melhores que os outros, que têm o direito de chamar seja o que for aos outros, massacrá-los, espezinhá-los, fazendo-os sentir-se miseráveis, que não são nada, que não merecem viver. Também há seres que preferem não pensar pela sua própria cabeça, seguir as ideias dos outros, sem se preocuparem se estão a agir bem ou mal. Não usam os miolos ou porque não querem ou porque não se querem dar ao trabalho, têm os olhos vendados e não querem ver a verdade, preferem ver a aparência, a roupa que se traz no corpo, em vez de verem a pessoa em si, a alma. Não são capazes de dar uma oportunidade, de verem se a pessoa é boa ou má, têm os preconceitos à frente. É uma utopia a ideia de que o ser humano algum dia será capaz de aceitar o outro como ele é sem ter que estar a espancá-lo pela sua maneira de ser, de vestir, pela sua cor de pele, etc. Seria perfeito se não houvesse guerras sem propósito a decorrer-se não houvesse dor, se,se,se.Tantos "ses".Estas belas ideias e outras belas ideias não passam de um sonho, de uma ideia impossível.Sonhos, mundos irreais, o ser humano sempre teve esses sítios espectaculares como refúgio, um sítio onde se pudesse esconder da realidade, da verdade, dos bichos papões da vida.

A morte:o fim da vida e o principio do sono eterno


A morte...um ser abstracto que ataca todos os seres. Quando alguém que nós gostamos ou amamos muito parte para outra dimensão e nos deixa neste mundo de dor e sofrimento temos a oportunidade de provar alguma dessa amargura que nos rodeia. A sensação de deixar de ver o ente amado é assustadora, é nociva, preenche-nos por completo e faz-nos questionar o sentido da vida, o nosso lugar no plano de Deus (se é que ele realmente existe) e muitas outras perguntas. Tentamos ser fortes por nós mesmos e pelos outros em nosso redor. Tentamos não derramar uma lágrima para não sofrermos. É uma dor que nos mata por dentro, que nos consume e aprisiona. Demora a passar, é um longo caminho doloroso que pode demorar anos a percorrer. Quando a alma amada ainda vive, fazemos de tudo para a salvar, para a trazer para junto de nós novamente, esquecendo que talvez ela tenha que partir e que o melhor para ela é a sua morte. Por muito que nos custe ela tem de morrer um dia, por muito boas que as acções que fizermos para a resgatar dos braços da morte sejam, temos sempre por trás o facto de a queremos de volta. Esquecemo-nos da sua dor, dos seus fantasmas, dos seus horrores e deixamo-nos levar pela nossa saudade, pela nossa própria dor. A morte é o tempo dos sonhos eternos e a vida é o tempo dos sonhos efémeros. A vida tem momentos bons e maus, é cheia de questões, de decisões, de dor e de felicidade. Todos temos que agarrar a mão fria, mórbida e cadavérica da morte um dia, mas também temos que saber abrir das nossas esperanças, sonhos, exigências, por nós e pelo nosso adorado amor. A morte é para todos e não é tão má como é retratada, apenas está a cumprir a sua tarefa e o destino das coisas.