domingo, 10 de agosto de 2008

A morte:o fim da vida e o principio do sono eterno


A morte...um ser abstracto que ataca todos os seres. Quando alguém que nós gostamos ou amamos muito parte para outra dimensão e nos deixa neste mundo de dor e sofrimento temos a oportunidade de provar alguma dessa amargura que nos rodeia. A sensação de deixar de ver o ente amado é assustadora, é nociva, preenche-nos por completo e faz-nos questionar o sentido da vida, o nosso lugar no plano de Deus (se é que ele realmente existe) e muitas outras perguntas. Tentamos ser fortes por nós mesmos e pelos outros em nosso redor. Tentamos não derramar uma lágrima para não sofrermos. É uma dor que nos mata por dentro, que nos consume e aprisiona. Demora a passar, é um longo caminho doloroso que pode demorar anos a percorrer. Quando a alma amada ainda vive, fazemos de tudo para a salvar, para a trazer para junto de nós novamente, esquecendo que talvez ela tenha que partir e que o melhor para ela é a sua morte. Por muito que nos custe ela tem de morrer um dia, por muito boas que as acções que fizermos para a resgatar dos braços da morte sejam, temos sempre por trás o facto de a queremos de volta. Esquecemo-nos da sua dor, dos seus fantasmas, dos seus horrores e deixamo-nos levar pela nossa saudade, pela nossa própria dor. A morte é o tempo dos sonhos eternos e a vida é o tempo dos sonhos efémeros. A vida tem momentos bons e maus, é cheia de questões, de decisões, de dor e de felicidade. Todos temos que agarrar a mão fria, mórbida e cadavérica da morte um dia, mas também temos que saber abrir das nossas esperanças, sonhos, exigências, por nós e pelo nosso adorado amor. A morte é para todos e não é tão má como é retratada, apenas está a cumprir a sua tarefa e o destino das coisas.

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